Lembro da música em minha vida desde bem pequena. Bem, segundo minha mãe, ela escutava a extinta rádio Antena 1 quando estava grávida de mim.Durante a infância eu tive vários daqueles pianinhos de 3 pernas (aqueles de montar)... e aos 9 anos comecei a estudar piano. Infelizmente não levei a frente, mas na época ganhei um piano de madeira, que vinha um banquinho (tenho o banquinho até hoje!) e foi através do meu piano que "entrei" pra música. Foi através dele que aprendi as notas e comecei a entender os sustenidos e bemóis da vida. Na adolescência, eu não fazia muito ideia da localização da notas na pauta, já havia esquecido tudo que estudei nas aulas de piano. Então uma amiga me explicou, anotando a disposição das notas em um pedaço de papel, e depois nunca mais esqueci. Aos menos a primeira escala, rs! Eu anotei as notas à lápis nas teclas do piano, hehe... Aos 16 anos resolvi ir para o sopro. Na igreja qu
e eu frequentava iria iniciar um curso de flauta doce grátis. Então lá fui eu. A turma começou cheia, mas como tudo que é grátis a maioria das pessoas não valoriza, só sobrou eu na turma. Mas continuamos as aulas mesmo assim. Aprendi algumas notas mais e já fomos paras os hinos do HCC. Eu nem sabia o que era tocar e fui aprendendo as outras notas e tempos na marra, tocando e ouvindo meu professor tocar. Então começamos a tocar na igreja e daí apareceram mais pessoas pra tocar. Aos domingos pela m
anhã éramos madeiras e cordas. Eu adorava tocar... Lembro de alguns cultos em que tocamos minha amiga Aline e eu no pósludio. A paixão pelo sopro e pela música foi crescendo. Eu comecei a cantar no coral da igreja, e depois em vários conjuntos. Tive até o meu próprio, que se chamava Joy (pura falta de nome, rs). Mas não durou muito tempo, não tínhamos tempo para ensaiar e o grupo acabou ficando pros álbuns de retratos. Cheguei a ir em uns três congressos dos Músicos Batistas Cariocas, onde cantei no coral e toquei fla
uta doce na orquestra, com minha amiga Joice.Depois que comecei a dar aulas, sim... sou professora, eu fiquei com dificuldades pra cantar, até que tive de deixar o canto, pelo muito uso da voz. Isso me deixou triste, pois eu adoro cantar. Mas também me incentivou a finalmente comprar minha flauta transversa. Daí, aos poucos, abandonei a flauta doce. Comecei a ter aulas com um professor particular, que me levou pra tocar na igreja dele para me habituar ao instrumento. E fiquei tocando algumas vezes lá...

Depois de um tempo, comecei a frequentar mais os ensaios dessa igreja, os cultos e acabei por ficar lá de vez. Hoje em dia faço parte da Orquestra da Primeira Igreja Batista em Campo Grande. Tenho muito o que melhorar, mas só de poder estar juntos com os irmãos ensaiando, aprendendo mais e mais, já me deixa muito feliz! E é muito bom... tocamos todos os domingos!
No início eu não aceitava isso muito bem, achava que estava "perdendo" meus domingos na igreja, me sentia presa. Eu queria sair, ficar na internet... Mas aprendi o quão valorozo é estar com os irmãos, e como são importantes os ensaios. Nós nos divertimos muito com nossa Ministra de Música Maria Angélica e os erros de cada um. Esse domingo mesmo foi uma comédia pra eu afinar a flauta, rssrsrs... Tocamos em casamentos, ensaiamos adoidado quando temos musicais por perto. Enfim... a música toma conta de mim...
Quero poder agora, retomar os estudos da música e ensaiar mais... porque a música requer estudo constante. Eu não sou uma instrumentiiiiiiiista. Eu toco por hobb, porque eu gosto. Toco de ouvido algumas coisas... nunca fiz um curso de música como deveria. Mas eu quero voltar a estudar... Por enquanto vamos assim, levando na flauta, rs!
Beijinhos,
Mari
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